
15 de setembro de 2012, 365 dias sem você. Pois bem, de um ano pra cá eu tentei esquecer, mas por algum motivo mais forte que eu não consegui. Guardo tantas lembranças, de cada palavra que você disse, absolutamente tudo! Você sabe, eu te disse, eu mudaria com você, eu seria perfeita por você, e o que você me disse? Disse que me amava do jeito que eu era, o que me iludiu mais ainda… Por que mentiu? Por que me fez de idiota? Você sempre soube que eu era louca por você, mas nunca se importou de verdade com isso. E hoje? Hoje você nem se quer se lembrou que faz um ano que nós nos separamos, hoje você se quer sabe o quanto eu choro todas as noites, você se quer sabe que meu coração ainda dói por tudo o que aconteceu entre a gente. Eu achei que poderia mudar a situação, mas foi no dia 15 de setembro que meu mundo desabou, o seu silencio me fez sangrar, me doer e me acabar. Tudo bem, noites e noites chorando, quando não foram passados em claro, dias e dias sorrindo, fingindo estar tudo bem, enquanto por dentro tudo morria, devagar… Depois de um ano eu achei que fosse passar, mas olhe bem: se eu guardo até essa data, que dirá te esquecer. De fato hoje é mais fácil passar por tudo isso, posso até sangrar que agora já não dói mais, me acostumei, já não choro mais quando alguém fala de você. Hoje eu sei que te perdi, que me acabei por você, mas nunca mais volto atrás, foi de mais pra mim, sabe lá Deus onde foi que eu errei, tudo bem. E mesmo depois de tudo eu ainda sou a sua menininha, a idiota que fazia o que você queria, a idiota que era louca por você, a idiota que aceitou todos os seus erros pelo simples fato de te amar não viver sem você, simplesmente a sua idiota. Hoje, justo hoje, me imaginei com você de novo, seus olhos nos meus, sua voz dizendo que se arrependeu… Alias, a mesma voz que a um ano atrás sussurrou no meu ouvido que me amava. Sabe, há tantas coisas que eu vejo em mim, tipo, eu queria sofrer como as outras, que só lembram a noite antes de dormir, que só choram escondidas. Já eu, sem querer, me lembro de você a qualquer momento, sem nem se quer querer, tudo me lembra você, tudo me lembra nós, tudo me lembra minha dor. Tua ausência me perseguiu nesse um ano! Por que tudo isso? Por que eu me sinto uma ninguém sem você? Mesmo sem te ver eu nunca te enganei e não menti pra depois descobrir que acabou, que desprezou meu amor. Eu sofri, me escondi, chorei, me doí, até me odiei por você. Mas só eu sei como doeu! E hoje, como eu vou falar de amor? Se ele não sobrevive mais? Se todo o encanto acabou? Se tudo pra mim, depois de tudo isso, se tornou só mentira? São tantas magoas presentes em vão. Hoje, só hoje, eu vi que não vou te esquecer, mas admito que não te perdi. Esse é o jogo do amor, tudo acabou! Naquele tempo, só eu não vi, não percebi, que no seu olhar não podia brilhar uma mentira: eu e você! O problema de tudo isso é a minha dor, a fantasia da nossa volta, seu perfume que não sai da minha cabeça, sua voz, seu beijo, seu abraço, nada de você sai de mim… E ouço Anjos do Hanngar, e aquela frase: “Só se ama uma vez, o resto são paixões que se vão e vem” , e agora? Perdi você, talvez meu único amor, vou viver de ilusões, e prefiro culpar você pela minha dor. E depois de tudo, eu só quero que essa situação dolorosa passe, passar, porque provei da dor pra saber que acabar não vai! Então eu sei, de fato, que depois do que vivenciei nesse um ano não vai ser fácil, mas eu vou tentar tornar essa dor só uma história, e não a pura vivencia de todos os meus dias.